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20 de novembro de 2009

Tangos e Tragédias

Nada como a poesia em sua forma mais pura e simples no mundo complexo de buscas pela perfeição inexoravelmente complexa e composta de formas e ações absurdas que completam a beleza e o milagre da vida.

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oi me chamo salmonela quer tc?


Eu sei que pode ser que cair não caia, doer não doa, sofrer não sofra, mas mesmo que seja assim, eu quero igual, mas muito mais.

Vou me perder no labirinto da ilusão, de lá não vou sair com as mãos abanando, sem encontrar aquilo que eu não conheci: A verdadeira maionese, a verdadeira maionese, a verdadeira maionese...

Alguém pode dizer que não tem porquê, mas também não, nem porquê não, então pois que seja assim, que seja aqui, que seja já.

Haverá sempre uma pergunta a responder, um tanto de invenção na realidade, e enquanto isso eu continuo a procurar a verdadeira maionese, a verdadeira maionese, a verdadeira maionese...

Tangos e Tragédias

Jefferson Guerra

11 de novembro de 2008

A Poesia

A Poesia
Manoel de Barros

A poesia está guardada nas palavras
É tudo que eu sei
Meu fardo é não entender quase tudo
Sobre o nada eu tenho profundidades
Eu não cultivo conexões com o real
Para mim poderoso não é aquele que descobre o ouro
Poderoso pra mim é aquele que descobre as insignificâncias do mundo e as
nossas
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil
Fiquei emocionado e chorei
Sou fraco para elogios.

3 de novembro de 2008

Ahn Yu - Unicórnio

Unicórnio
Ahn Yu

Universalmente admite-se que o unicórnio é um ser sobrenatural e de bom agouro; Assim o declaram as odes,os anais, as biografias de varões ilustres e outros textos de indiscutível autoridade.
Até os párvulos e as mulheres de povo sabem que o unicórnio constitui um presságio favorável. Mas esse animal não figura entre os animais domésticos. Nem sempre é facil encontrá-lo, não se presta a uma classificação.
Não é como o cavalo ou o touro, o lobo ou o cervo.Em tais condições poderíamos estar diante de unicórnio e não saberíamos com segurança que se trata dele. Sabemos que tal animal com crina é cavalo e que tal animal com chifres é touro, não sabemos como é o unicórnio.

28 de outubro de 2008

Se os Tubarões Fossem Homens


Se os Tubarões Fossem Homens
Bertold Brecht

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.

Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.

Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.

Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.

Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.

As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos

Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.

A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .

Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.

Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

16 de dezembro de 2007

A Vida é um Sopro



É, eu sei que a imagem ficou borrada e que o centenario do Niemeyer foi ontem. Mas se a imagem fosse boa, ia levar seculos para abrir e ontem eu não tive acesso a computadores =]

Enfim, esse post é em homemangem ao Oscar, não o jogador de basquete dã.... Mesmo sendo um proto Engenheiro Civil, ou seja, não deveria gostar de arquitetos, o porque não sei, mas é a lei (muhahha)... Mas isso perguntem aos Fisicos, eles odeiam Engenheiros e não sabem porque. 0_o

Como de costume fugi ao texto. Tentando resumi o que não foi escrito então: Eu vi esse documentario uns meses atras, e isso fez eu mudar totalmente o que eu pensava sobre esse senhor de 100 anos, o cara é simplestemente foda. Por isso recomendo que vocês assistam, porque ao contrario de muitos programas de TV que tentaram fazer uma homenagem a ele durante a semana, esse documentario é praticamente só ele falando, o que é demais, não fica nas viagens da televisão.

Trailer do documentário:


Depoimento do Chico Buarque, compositor, sobre o seu desejo de ser arquiteto
A Casa do Oscar era o sonho da família. Havia o terreno para os lados da Iguatemi, havia o ante-projeto, presente do próprio. Havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência, porque me pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco. Decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando a minha música sai boa penso que parece música de Tom Jobim. Música do Tom na minha cabeça é casa do Oscar.

Depoimentos do Arquiteto:

POEMA DA CURVA
Não é o ângulo reto que me atrai,
Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual.
A curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios,
nas nuvens do céu,
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo,
O universo curvo de Einstein.

“E, no Brasil, às vezes, as pessoas ficam reclamando: ‘Mas por que a Praça dos Três Poderes não tem vegetação? Por que tanto sol?’ E a gente tem que explicar isso, que é tão intuitivo… Porque ali é uma praça cívica, é diferente, tem que valorizar a arquitetura. Mediocridade ativa é uma merda!


Ele é fantastico.
Sobre o Documentario, acessem http://www.avidaeumsopro.com.br
Lá vocês encontram mais comentarios dele e de outras pessoas. Vale muito apena assistir.

12 de novembro de 2007

Não Entendo...

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

19 de março de 2007

Concretismo Concreto

B T R A N C A F
R I A D O N U M
A A J A U L A P
Z E N S A N D O
I N O F U T U R
L O M A S Q U E
! F U T U R O ?

8 de janeiro de 2007

Big Brother Brasil









Assiste BBB na Globo
Pagode televisivo
Ratos de Laboratório,
consumidores da beleza
Intriga lhe tira a leitura noturna
Parvo!!
Luxuria na TV seu lazer no sofá
Burrice, desejo do sistema,
Ibope do Brasil
De dia filmam seu dinheiro
Mas fofoca e panela o distrai
Néscio!!

20 de novembro de 2006

Cotidiano

-Vai fazer o que?
-Não sei.
-Como não?
-Não sei o que vou fazer!
-Hmm, você não sabe de nada?
-Não sei nem porque você não para de fazer perguntas.
-É... Nem eu.
-Tô com pressa, tchau.
-Pressa? Você nem sabia para onde ia.
Aquele foi comprar café e logo em seguida ao trabalho.

17 de novembro de 2006

Mus domesticus domesticus

Labirinto,
Vigiado,
Controlado,
Mutação,
Transplante,
Injeção,
Rejeição,
Branco,
Preto,
Amarelo,
Sem Destino,
Sem Saída,
Sem Vida,
Sapiens, ou não?

10 de novembro de 2006

Andando Por Aqui


Sem pressa, calmo, sem instante

Ando pela vaga estrada vigilante

Vigiando o que?

Talvez a destrutiva interrogaçao

Destrói uma mente, uma idéia, uma nação..

O golpe é certeiro, mesmo depois da derrota

Quem perde é o próprio guerreiro

O que seria mais sem sentido?

Talvez uma vida, leis, regras, caminho?

Certo, errado, diferente, melhor, destino?

De repente..tudo simplesmente se vai..

O que fica é a resposta..ao lado da dúvida

Em frente aos nossos olhos

Atrás de pêndulos em cordões

Porém tao distante das nossas visões...

9 de novembro de 2006

Pussy, The Black Cat


Tranquilo o gato nas horas
Tinha paciência
De dia amigavel
Encostava o pêlo e miava

Gordo de comer e dormir
Tigre moderno
Preto noite, preto brincava
Branco pacifico, dormia e comia

Castrado mas feroz
Com a garra carinho fazia
Gordo de esperto e sonhava em casa

Pussy, amigo brigão
Na vontade de ser felino
Mas era melhor só peixe


Tributo ao querido Pussy, que alguem o tenha.

6 de novembro de 2006

Grandes Discussões

Aproximando o dia da eleição, João e José discutem sobre política num bar, como possuem idéias divergentes, começam a discutir:

J: _
J: _
J: _
J: _
J: _
J: _
J: _
J: _
J: _
J: _

E ambos saem do bar em direção a suas casas, irritados e com as mesmas posições partidárias.

Há versões para religião e futebol também.

5 de novembro de 2006

Garato de Ipanema à l'envers

Coisa mais balançada soubesse beleza
Porque existe Inema também
Da linda passar de doce dourado
Tudo é quando inteirinho

Caminho passa a moça
Que triste tão olha
Balanço poema não passa

Ah! Causa sozinho que fica
Ah! Por que menina?
Ah! Um amor lindo
Linda graça se minha passa
Enche mais beleza coisa

Já que estou mais sozinho
Que cheia ela é Mar
E ela que vi corpo do Sol

A que coisa mais linda...

4 de novembro de 2006

D.I.R.T.O


Ninguém mais sabe
Quem é quem
E quem deixou de ser
Somente querem saber
O que fazemos e o que deixamos de fazer

Isso é apenas D.I.R.T.O
Modo de nos expressar
de pensar
E de Republicar

Isso tudo se foi
Só sobrou o D.I.R.T.O

O D.I.R.T.O destrói
O D.I.R.T.O corrói
O D.I.R.T.O se foi

O mundo não é o mesmo
Sem o D.I.R.T.O.

Ciendopsicapsocioego

Cosmo e inteligência
Com Newton muita paciência
Maça com buda
Nascimento e nausea

Escola ignobil sem sangue e furia
Prédio sem vida e luta, mas banho
Realidade no campo, Marx não é doença
Sujeira, não Einstein e universo ou suicídio

Espaço da cidade sem emprego e passado
Futuro buscava frio no tempo
Saúde alegria, sem Margaret e calor

Morte de deus
tecnologia sem pátria
Sonho sentiu, casamento idiota